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quinta-feira, 31 de maio de 2012

Sou Eu

Olá a todos.

Venho aqui finalmente. Depois destes longos meses.
Explicações a dar? Algumas.
Estive um bocado recolhida por várias razões. Nos últimos meses, praticamente no último ano da minha vida, houveram bastantes mudanças no meu quotidiano, circunstancial, emocional e físico.
Não vou abordar estes assuntos, mas gostava de falar aqui de um deles, talvez o menos 'privado', digamos assim. E gostava de fazê-lo porque este espaço é o meu espaço, quero poder um dia olhar para trás e ver que deixei aqui alguns marcos importantes da minha vida.



Em Janeiro deste ano de 2012, perdi uma das coisas que era das mais importantes na minha vida. A minha Caroxa. A minha gatinha, que veio encontrar na minha casa um lar, há 13 anos atrás. Vinda de uma visita à Feira da Ladra, era suposto ter ficado com um amigo meu, mas os pais dele não estavam preparados para acolher um animal. Eu já tinha o Chipie, por isso acolhi a Caroxa (que, naqueles dias, tinha outro nome, cujo não me lembro, mas lembro-me que pensávamos que era um 'ele'), supostamente por uns dias, "até lhe encontrarmos donos", como a minha mãe frisou várias vezes.


♥ 



Tanta vez ela disse isso... mas o que é um facto é que a Caroxa continuava lá em casa e nós pouco fazíamos para tentar encontrar outros donos. Até que um belo dia, a minha mãe chegou do trabalho e, entrando na sala onde eu e o meu pai estávamos, cada um com um dos gatos ao colo, em vez de largar a frase diária do "temos de achar um dono para a bichinha", calou-se e percebeu, pela cara que (ela conta) eu e o meu pai lhe fizemos, aquela gata já não ia sair de lá de casa. Foi como que um acordo tácito e silencioso. Ninguém nunca mais disse nada. Simplesmente deixou-se de se falar disso. E ela lá ficou.




Com seis meses cometeu a proeza de cair da varanda do 3º andar, numa tentativa de se armar em
equilibrista do circo. Passou umas horas ao frio, na rua, até sermos capazes de perceber que ela tinha caído. Uma pata partida. Operação, com direito a parafusos na pata de trás.












Mas ela sempre foi rija. Esse incidente não a impediu de cometer as mais maravilhosas e mirabolantes atrocidades lá em casa, que incluíam snifar o café moído da máquina do café, lamber as beatas do cinzeiro dos meus pais, trepar pelos cortinados da sala, até ao varão, saltando depois para cima das estantes e fazendo um sprint de novo para o chão, nunca derrubando (quase) nenhum objecto!




Tinha também a mania de lamber os sacos de plástico do supermercado, enfiar-se dentro deles e começar a forçar o focinho pelo plástico, até o rebentar, tal e qual o Alien, quando saía da barriga do seu hospedeiro.

Deu-nos muitas dores de cabeça, mas as alegrias são as que eu escolho guardar.










Em Janeiro de 2011, depois de eu vir do Brasil, reparámos que ela estava a coxear. Tinha então 12 anos. Não tinha caído, não tinha nada aparentemente magoado na pata, mas coxeava. Decidimos então levá-la ao veterinário, umas semanas depois de o problema persistir. Descobrimos que tinha um tumor ósseo e que não havia grande coisa a fazer. Ela iria perder mobilidade gradualmente, até ao dia em que iria deixar de se movimentar de todo. Ela ainda foi valente durante mais de um ano. Foi valente até este ano. Até ao final de Janeiro deste ano. Nos últimos dias, estive com ela durante o máximo de tempo que pude! Não me quis afastar dela e não quis deixá-la sozinha mais tempo do que o necessário.

Desculpem, mas não consigo reviver esta experiência por completo, ainda. Digo-vos apenas que tivemos de tomar uma decisão e que, até ao último momento, ela fez ronron...








Estas fotos são as últimas que tenho dela. Foram tiradas meia hora antes de ela se ir embora... quis guardá-las.

Ficou para sempre no meu coração e está ainda hoje nas minhas memórias e nos meus sonhos. É complicado ter de lidar com a ausência de algo ou alguém de um dia para o outro. Os hábitos mudam, as atitudes mudam... durante muito tempo vi-a pela casa, ouvi-a miar, sonhei que ela não se tinha ido embora e que era uma alegria perceber que afinal estava ali, ao pé de mim, de novo... e ainda hoje por vezes isso acontece.

Vou recomeçar a vir aqui. Tenho trabalhado, vendendo um pouco aqui e ali, pedidos de encomendas, mas em matéria de vendas online, estive este tempo todo parada. Vou recomeçar. Tenho peças novas, que quero que vejam.
Esta é uma nova fase. Diferente. Mais triste, talvez. Triste porque sinto que fui perdendo vários pedaços de mim ao longo destes meses. Vocês que me lêem à algum tempo já sabem como eu sou... sempre a ver tudo cor de rosa... e isso não mudou. O cor de rosa está apenas um pouco mais pálido. Mas vai recuperar. :)

Muito importante: com todas estas montanhas-russas, perdi o fio à meada com algumas coisas... por isso, peço a quem saiba que tenha encomendas 'esquecidas' ou pedidos 'esquecidos', que me relembre, por favor.

Obrigada mais uma vez a todo/as que me lêem. Sem vocês, nada disto teria significado nenhum.

Bem hajam*******

segunda-feira, 4 de julho de 2011

♥ Ausência ♥


Vim aqui hoje pedir-vos desculpas pela minha ausência e também anunciar-vos o seguinte:

não sei quando é que voltarei a actualizar o blog regularmente. Não é por falta de vontade, mas mais por falta de disponibilidade mental e emocional.
Desde o início do ano que se tem passado muita coisa na minha vida e na minha cabeça. Tenho tido situações que me levaram a viagem incríveis, no bom e no mau sentido.

Não quero que pensem que estou mal, porque não estou mal. Ou melhor, estou mais ou menos. 
Desculpem se não vos estou a fazer muito sentido... mas dêem-me um desconto.
Estou a passar por uma fase particularmente difícil neste momento e mais não vos posso dizer. Acordo todos os dias a pensar que tudo não passa de um sonho mau. E depois a realidade é o que é. E é assim uma espécie de pesadelo acordado. Tipo... está mesmo a acontecer. E eu preciso de saber como me posicionar agora, face a algumas mudanças. E para isso preciso de tempo. E o tempo não dá para tudo. Preciso de me retirar um bocado para reflectir e por isso mesmo posso estar um pouco mais recolhida e reservada.

E portanto, não digo que vá deixar este espaço esquecido, nada disso... apenas sinto uma responsabilidade para com todo/as os que aqui vêm e como já há algum tempo que não posto nada, comecei a sentir a necessidade de me justificar e de partilhar isto convosco.

Planeio continuar a ir deixando aqui as novidades que forem surgindo, ao ritmo e na quantidade que me forem possíveis. 

Quero agradecer de coração a toda a gente que me lê e pedir-vos um pouquinho de paciência.

Um grande bem haja a todo/as!!!

♥******♥






Este post foi escrito pelo Chipie. Eu ditei. 

;)

quinta-feira, 3 de março de 2011

♥ Mudanças e Constantes...♥


Bem, depois do post de ontem, hoje venho falar de algo diferente. 
Ando, já há algum tempo, como sabem, a tentar fazer vida da minha arte. Nem sempre é fácil... apesar de muita gente valorizar e louvar o meu trabalho, ainda assim, muita dela não tem possibilidades de despender do dinheiro para o comprar. A conjuntura actual não favorece muitos de nós e a verdade é que não ando a conseguir ter o retorno financeiro esperado/aceitável que necessito, tendo em conta a dedicação e o tempo empregue no que faço.

No que toca ao apego e à dedicação que ponho em todas as peças que aqui vos mostro, creio que serão todo/as unânimes ao acharem que é algo de muito visível, seja nas próprias peças em si, seja no espaço 'físico' blog em que me empenho sempre em contextualizar o público, explicando os conceitos e os porquês de tudo, seja na apresentação, embalagens, acabamentos, etc...

Ora, pois bem... eis que chego à conclusão que tenho de fazer aqui uns ajustes: ou seja, estou a pensar em dar-vos uma linha de acessórios mais 'low cost', digamos assim, em que, apesar da qualidade e do acabamento não ser afectado, certas coisas como a embalagem e o conteúdo da mesma serão menos elaborados. 
Isto trocado por miúdos: eu passo imenso tempo na confecção das embalagens quando, necessariamente, a pessoa, o que vai usar é o seu conteúdo, certo? E portanto, apesar de ter o seu charme e de ser uma coisa que eu gosto muito de fazer, cheguei à conclusão que o melhor era mesmo comprar algumas embalagens pré-feitas que me possibilitassem poder 'gastar' o tempo que 'perco' a fazer algumas delas a produzir peças que podia vender mais massificadamente, a um preço mais baixo.

E aqui, quando digo que 'perco' tempo a fazer as embalagens, não é no sentido de perder em si... mas é mais num sentido de ter um método de trabalho mais sustentável e que me permita produzir mais peças usáveis=fazer mais vendas.
Ou seja: eu não vou deixar de fazer o que faço: haverão sempre as peças detalhadas, feitas de raiz, com muita dedicação e amor e que serão sempre aquelas que me satisfazem, mais... :)  

E essas, continuarão a ser vendidas ao preço que as vendo já, porque não posso mesmo dar o meu trabalho (já falei disso aqui outras vezes), não seria justo. E as pessoas que decidirem dar o ser valor, irão continuar a comprá-las. Estou a falar mais particularmente das miniaturas em Fimo, por exemplo e quase todas as peças em Fimo, que dependem de uma construção mais 'de raiz' e não as outras, que são mais à base da 'montagem', como algumas peças de bijutaria, por exemplo.

E, aliado a isto, ter as embalagens já feitas, poupa-me imenso trabalho e tempo, pelo que posso diminuir um bocadinho o custo das peças e ficamos todo/as a ganhar com isso: vocês porque podem comprar algumas delas mais facilmente; e eu, porque consigo ter um meio de rendimento mais estável e seguro que me permite criar depois as outras com maior liberdade de poder conseguir vendê-las ou não.

No fundo, assemelha-se um bocadinho ao conceito da alta-costura e do pronto-a-vestir: há sempre diferenças, claro, não se pode demorar dez vezes o tempo a fazer uma peça de alta-costura e depois vendê-la ao preço do pronto-a-vestir. É lógico. E haverão sempre compradores para ambas as vertentes. Há agora é a escolha consciente, da minha parte, de vos oferecer alguns produtos a um preço mais acessível. :)

Andei bastante tempo a lutar com esta ideia, isto porque, quem me conhece, sabe que detesto 'fabricar' coisas em quantidade. Para mim sempre foi o particular, o único, o irrepetível que me fascinou. O pequeno universo que um objecto único pode conter... :)  ( a sua história, o seu 'porquê', etc...).

Mas lá está... há que ir aprendendo certas coisas e, se este registo, até agora, apesar de me providenciar uma satisfação e realização pessoais imensas... eu não vivo só disso, né? Ninguém vive. E portanto, trata-se de fazer algumas cedências e de aceitar certas realidades e fazer um bocadinho aquilo que (não é detestar, porque eu nunca detesto criar, atenção) me dá um pouco menos de satisfação.

Maaaaassss... a vida é mesmo assim! :)  la la la la la la ♥


E passando agora a mostrar as ditas embalagens, ficam desde já a vê-las, são giras na mesma (sim, achavam que eu ia escolher uma coisa feiosa?... claro que não, né?...;D) e serão utilizadas agora em algumas das peças (não todas), sejam elas low-cost ou não. Estou a experimentar. :)

Gosto particularmente da nuvenzinha e do baú.

Ahh, comprei-as pela Coimpack. Têm muuuuuuuita variedade. E a entrega foi mega-rápida: fiz a encomenda num dia à noite e no outro dia de manhã estava cá o gajo da ChronoPost a bater-me à porta (aquela malta vive poucos anos, de certeza, numa profissão daquelas... andam sempre a mil! Deviam estar listados como uma das profissões mais perigosas de se ter. É isso e os entregadores da Telepizza... quando virem um na estrada, fujam!)
















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                                                                                  ♥


E então?... Gostam? :)


Amanhã venho postar as primeiras dessas peças 'low-cost' (tenho de arranjar um termo mais bonito, pá... aceitam-se sugestões).






***********au revoir************mes amis****************à demain***********




quarta-feira, 2 de março de 2011

Algo que quero partilhar com vocês...

Olá. :)


Deparei-me ainda agora com um mail, um daqueles slideshows que, de vez em quando, toda a gente recebe, que achei fantástico. Regra geral não vejo muitos deles, mas como este era da minha professora de ioga, decidi ver. E ainda bem que o fiz!


Trazia um texto fabuloso, de um psicólogo brasileiro (acho) e que achei que espelhava bastante bem alguns dos sentimentos/mudanças que têm ocorrido comigo, interiormente. Já aqui o disse, é muito bom quando nos deparamos com coisas que reforçam o que estamos a sentir ou a vivenciar. :)  É mais uma confirmação que, se estivermos receptivos a elas, as coisas boas vêm ter connosco.


Achei que o texto merecia ser partilhado e espero que gostem.




"Não foi apenas o avanço tecnológico a marcar o início deste milénio. As relações afectivas também estão a passar por profundas transformações e a revolucionar o conceito de amor. O que se busca hoje em dia é uma relação compatível com os tempos modernos, na qual exista individualidade, respeito, alegria e prazer de estar junto e não mais uma relação de dependência, em que um responsabiliza o outro pelo seu bem-estar."

Isto é muito verdade... ou não concordam? Quantas vezes nos pomos na posição de 'Eu só não lhe dou isto, porque ele/a não me dá o que eu preciso!' ou 'eu só estou a agir assim porque tu estás a fazer isto!'... :)  Quantas? A verdade é que nós não devemos pautar o nosso comportamento pelo do outro. Ou seja, a reacção é normal... mas convém irmos tomando conta disto: que não estamos limitados ao que o outro faz para agir. Nós podemos escolher! As coisas são sempre neutras. São. Acontecem. A maneira como as olhamos ou pensamos é que faz delas positivas ou negativas. E é sempre tão mais fácil ir pelo positivo... isto é... não é mais fácil... mas é melhor. :)  Sentimos-nos mais leves. 
Por isso, não podemos mesmo responsabilizar o outro pelo nosso bem-estar. Nós é que temos esse poder, nós temos essa responsabilidade, nunca o outro.



" A ideia de que uma pessoa é remédio para a nossa felicidade, que nasceu com o Romantismo, está fadada a desaparecer neste início de século. O amor romântico parte de uma premissa de que somos uma fracção e que precisamos de encontrar a nossa outra metade para nos sentirmos completos. Muitas vezes ocorre até um processo de despersonalização que, historicamente, tem atingido até mais a mulher. Ela abandona as suas características para se amalgamar ao projecto masculino.
A teoria da ligação entre os opostos também vem dessa raiz: o outro tem de saber fazer aquilo que eu não sei. Se sou manso, o outro deve ser agressivo e assim por diante. Uma ideia prática de sobrevivência e pouco romântica, por sinal.

A palavra de ordem deste século é parceria. Estamos a trocar o amor de necessidade pelo amor de desejo. Eu gosto e desejo a companhia, mas não preciso, o que é muito diferente."



Tal e qual! :)
Lá está... não podemos ir buscar externamente aquilo que temos de procurar e encontrar dentro de nós próprios. Porque se o fizermos, tornamos-nos dependentes de uma relação, de retirar dela aquilo que nos faz falta. Mas isso não é gostar. Não é amar. Nem faz bem a nenhuma das pessoas. Só quando nos sentimos realmente amados em nós mesmos é que podemos amar os demais! 

Fogo... ouvi, li isto tanta vez... mas só mesmo quando ME senti assim é que compreendi! O alcance de tal verdade. Como disse um amigo meu (o meu mano galáctico) ;),  'não se pode dar de uma cesta que está vazia'. E é isso mesmo: como é que podemos dar uma coisa que não temos?... Até podemos pensar que damos... mas é sempre uma relação de co-dependência: eu dou-te, para tu me dares a mim, porque eu preciso. Como, mais uma vez, o meu mano disse: 'quando se diz ama o próximo como te amas a ti mesmo, geralmente esquecemos-nos da segunda parte da frase... o amarmos a nós próprios'.



"As pessoas estão a perder o pavor de ficarem sozinhas e a aprender a conviver melhor consigo mesmas. Estão a começar a perceber que se sentem uma fracção, mas que, na verdade, são inteiras."


:)
ISto lembra-me uma coisa muito especial que a Rusa (a minha hipnoterapeuta) me disse, logo na primeira sessão, enquanto ainda conversávamos: quando eu lhe disse que tinha alguma dificuldade em estar sozinha, que não gostava muito, ela disse-me isto, que fez toda a diferença: 'Ana, tu não estás sozinha. Tu estás acompanhada contigo mesma. É outra coisa bem diferente.' E ela tem razão. :)



"O outro, com o qual se estabelece um elo, também se sente uma fracção. Mas, na verdade, não é príncipe, nem salvador de coisa nenhuma... é apenas um companheiro de viagem.
O Homem é um animal que vai mudando o mundo ao seu redor e depois tem de se ir reciclando, para se adaptar ao mundo que fabricou.

Estamos a entrar na era da individualidade, o que não tem nada a ver com egoísmo. O egoísta não tem energia própria; ele alimenta-se da energia que vem do outro, seja material ou espiritual.
A nova forma de amor tem uma nova feição e significado: visa a aproximação de dois inteiros e não da união de duas metades. E esta só é possível para aqueles que conseguem trabalhar a sua individualidade."



Só quando nos sentimos suficientes a nós próprios é que podemos completar-nos ao dar o nosso amor aos outros. :)
Concordo com o que ele diz acerca do egoísmo. Já fui chamada de egoísta algumas vezes. E sei que provavelmente serei chamada outras tantas mais... mas acredito profundamente em ser fiel a mim mesma antes de o ser ao outro. Isso, para mim, abdicar de algo, por 'sacrifício', não vale. 
A palavra sacrifício implica que se faça algo que não se quer fazer. Como é que podemos estar a amar o outro ao fazer isso?... 

Não, a individualidade é o cuidarmos de nós próprios. Limparmos bem os nossos jardins interiores e tratarmos de os manter bem nutridos e bonitos (metáfora que a Rusa também usou). Senão, se deixarmos o jardim secar, murchar, apodrecer, que estaremos a dar aos outros, a pôr cá para fora...? Percebem-me? :)


"Quanto mais o indivíduo for competente para viver sozinho, mais preparado estará para uma boa relação afectiva.
A solidão é boa, ficar sozinho não é vergonhoso. Pelo contrário: dá dignidade à pessoa.
As boas relações afectivas são óptimas, são muito parecidas com o ficar sozinho, no sentido em que ninguém exige nada de ninguém e ambas as pessoas crescem. Relações de dominação e concessões exageradas são coisa do passado."


E nem dão bons resultados... porque o mais provável é que se vão acumulando rancores e mágoas, mais ou menos inconscientes, por ser ter 'abdicado de coisas, para estar contigo...', 'feito sacríficios para o bem* da relação'...

* que ironia... o bem. Eu também já tive este discurso, não me interpretem mal... hoje tenho consciência dele. É muito fácil cair neste tipo de registo.


"Cada cérebro é único. O nosso modo de pensar e agir não serve de referência para avaliar ninguém. Muitas vezes pensamos que o outro é a nossa alma gémea e, na verdade, a única coisa que fizemos foi inventá-lo ao nosso gosto."



Tããão verdade. Ainda me lembro de quando dava por mim a censurar o meu companheiro por ele SER que era. Que absurdo! Lá está, hoje tenho essa consciência... mas conseguia muitas vezes deixar que a frustração me consumisse por ele não agir de acordo com o que eu desejava/pensava/queria. Houve um dia na terapia, logo no início, em que ela me disse o seguinte: 'Ana, deixe de idealizar o ****. Ele simplesmente É. Você tem é de perceber se gosta dele assim, ou não. Não vale a pensa estar com o discurso de que um tem que mudar isto ou aquilo para as coisas passarem a funcionar... VOCÊ é que tem de olhar para ele como ele É e perceber se quer isso para si ou não!'

E aí... eu percebi. 
E, mais recentemente, percebi, ao ler o livro do Tolle, o quanto é importante não idealizar. Porque, ao idealizarmos, estamos como que a negar aquilo que uma coisa é. Ou seja, há aquele pensamento do 'gostava que fosse de outra maneira' e isso, de certo modo, é não gostar da coisa em si! Como é que gostamos de uma coisa que passamos o tempo a desejar que fosse diferente do que é?...

Caramba... foi ao perceber isto a sério que comecei a sentir-me mais leve... :)  e a dar-me bem melhor com todas as pessoas à minha volta. Simplesmente deixo-as SER. Para mim, amar, neste momento equivale a deixar ser.



"Todas as pessoas deviam ficar sozinhas de vez em quando, para estabelecer um diálogo interno e descobrir a sua força pessoal. Na solidão, o indivíduo entende que a harmonia e a paz de espírito só podem ser encontradas dentro dele mesmo e não a partir do outro."


Em boa verdade, eu posso dizer-vos que, mesmo que pareça difícil, não é preciso estar-se sozinho para se conseguir isto. :)  Eu, quando comecei a hipnose, percebi que estava um pouco mais distante do ***** porque, naquele momento, eu ainda estava a experimentar algumas ideias e sentimentos novos por mim mesma. E queria fazê-lo sozinha, sem lhe contar nada, pois estava ainda demasiado condicionada, presa ao que ele poderia dizer ou achar e deixar que isso influenciasse o meu modo de pensá-las. Ou seja... seria uma distracção para mim. Quis primeiro consolidar tudo bem aqui dentro, descobrir por mim mesma o que é que servia e era verdade para mim e só depois... só aí é que me abri com ele. Portanto, foi uma altura de algum desprendimento, de algum afastamento, mas nunca de separação. 

Isto para dizer o quê?... Que se pode fazer isto estando-se ao mesmo tempo com alguém. Alguém com quem, como o senhor diz, se tem uma relação saudável, em que se respeita e ama o outro e em que se cresce! :)  E eu sinto que tenho isso. Que sou uma sortuda. Que tenho ao meu lado alguém que está, tal como eu, a viver a sua vida. E vamos-nos cruzando, no meio, no nosso tronco comum... :)

"O amor de duas pessoas inteiras é bem mais saudável. Nesse tipo de ligação há o aconchego, o prazer da companhia e o respeito pelo ser amado."




Bom, espero que tenham gostado, eu sinto que, parte do meu caminho agora é fazer isto... partilhar estas coisas com vocês... já sabem o que eu acho: se não quiserem ler, podem sempre 'sckrollar down'. ;)


Bem hajam**************



terça-feira, 15 de fevereiro de 2011

♥ Back from the dead! ;D ♥



Olá a todo/as, cá estou de volta para vos azucrinar um pouco mais os vossos dias... :D  Ahhh, já tinham saudades, né? Confessem lá?


Eu já tinha saudades deste espaço, tenho andado um bocado twilight, um bocado fora, a viver a vida e a aproveitar os dias e, infelizmente, acabei por deixar-vos um pouco ao abandono. Peço desculpas por isso, mas garanto-vos que não me arrependo nada... tenho VIVIDO, senhoras e senhores!!! E tem-me sabido muitíssimo bem! =)


Existem imensas novidades, vocês talvez não saibam (e daí, algumas pessoas devem saber, pelo meu Facebook, as que me vêem lá..) mas eu estive fora. Já foi no final de Dezembro e princípio de Janeiro e desde aí que tenho estado um bocado preguiçosa para voltar aos meus afazeres quotidianos.
Estive no Brasil!! Pois é! O meu tio tem casa lá e já há uns anos que me queria oferecer a viagem e dar-me a conhecer um pouco daquilo e, este ano, lá fomos nós! Fui no dia 26 de Dezembro e voltei no dia 11 de Janeiro. Adorei a viagem, adorei a estadia, adorei as pessoas que conheci (especialmente tu, Erika, ouviste? ) e as experiências pelas quais passei.


Gostava de vos mostrar um pouco do que vi lá e também de partilhar com vocês uma coisa fantástica... lembram-se de ler posts acerca dos meus ataques de pânico, certo? Acerca da minha luta de ir para Lisboa sozinha, de conseguir, através da hipnose e de vários livros, libertar-me dos meus medos e ansiedades?... :)  Neste post falei mais largamente acerda disso. Pois é... amiguinhos... fui para lá com o meu tio e primos, mas, maaaaas.... para cá... VIM SOZINHA!!!!!!! =D
Atravessei o Atlântico sozinha, num vôo que durou dez horas, mais uma espera de seis horas antes, no aeroporto de São Paulo, também sozinha, longe de casa, sem nada mais que a minha pessoa!!! 


Digam lá se não estão orgulhosos de mim??!!... EU sei que estou. Sinto-me diferente, sabem?... :)  Sinto que consegui uma coisa que ninguém me pode tirar. Confiança! Consegui fazer aquilo. Sempre que duvidar de mim, vou-me lembrar disto! Ok, para muitas pessoas este discurso pode parecer parvo, 'mas que tem?... andar de avião sozinha...pfff!', mas, para uma pessoa, que há pouco mais de 3 meses estava a entrar em pânico com a perspectiva de sair de casa sem ser acompanhada, para ir a qualquer lado... é dose! A minha hipnoterapeuta, a Rosário, quando soube fez um sorriso do tamanho do mundo!... =)  Ainda não estive com ela... mas gostava de lhe contar tudinho, partilhar estas pequenas conquistas com ela.


Ok, não vou dizer que foi fácil... claro que não foi. Houve momentos de puro stress, ainda para mais quando se descola no meio de uma tempestade (sim, São Paulo é só tempestades nesta altura) e não se gosta de andar de avião (que é o meu caso). Tinha um rapaz novo, um inglês, que também ia sozinho ao meu lado, começámos a meter conversa para nos distraírmos, mas, houve poços de ar tão fortes que ambos enterrámos as unhas no braço um do outro, sem querermos... :D


Mas consegui, fiz isso tudo, deixei-me levar pela VIDA, confiei nela, confiei que ela sabe o que está a fazer e que eu não devo sofrer com o que não sei... Acho que é isso. :)
Aprendi a deixar-me ir. ♥




E agora quero contar-vos mais novidades, mas fica para os próximos posts. Como sabem, o que custa é o primeiro, quando se adia assim tanto tempo... ui... mas deixo-vos com algumas fotos e no decorrer desta semana vou deixando pingar o resto. :)









Vista parcial da casa do meu tio. Era gira, nera? ;)



Esta foi a foto de 'mete nojinho' para mostrar aos amiguinhos...

 



Era uma ilha, ao pé de São Paulo (sensivelmente 300 km). Conseguem ver o continente ali ao fundo.








Eu e o meu primo. Tínhamos estas mangueiras com não sei quantos anos no jardim... pessoal, nem vos digo como era a fruta lá... um sonho! Sumos de tudo e alguma coisa, qual refrigerante, qual quê!... E as flores?...ai, ai...





A piscina é das mais originais que já vi. Foi construída em redor de um pedregulho enorme existente no terreno, que serve assim de entrada para a piscina.




Cenas do caraças... andar pela ilha, com mata densa e fechada por cima de nós... o jipe a patinar e a resvalar na lama... aventuras, coisas que nunca tinha feito. :)

 






Uma noite fizemos um sushi por demais maravilhoso! :D




Soyopoyopoyo...!!! 
(é a única coisa que consigo articular quando vejo esta foto.)




Pôs do sol na chuva.




Aaahhh, pois é... e agora o melhor: as picadinhas de borrachudo (mosquito indígeno da ilha), que davam uma comichão dos diabos e que, ainda hoje, passado mais de um mês, ainda tenho marcas?!!
Um senhor que não me conhecia de lado nenhum disse-me no check-in, à volta para Portugal: 'Cê teve em Ilhabela?' E eu feita parva: 'Sim... mas como é que sabe?'_ 'Ah, 'tá na cara: é só olhar suas pernas!' E riu-se.
no comments...


 



Le jardin, once again...

 



Ah, e este é o Horácio! :D
Um coelho que foi adoptado pela Érika, que o trouxe do laboratório de testes da faculdade. Era super mansinho. Aqui estava a levar um banho. Nunca vi nada assim... ficava-se de patas pró ar, dentro do alguidar, na boa, mesmo...









Coelho de alguidar! =D





Escorre-se bem o coelho...





E depois seca-se bem com um pano...





E ele fica horas a lamber-se... deve gostar do amaciador da Élseve.















Nunca tinha penteado um coelho. Há sempre a primeira vez para tudo. Não me parece nada mal dizer-se: 'Fui ao Brasil e dei banho a um coelho!' =)




Praia da Trindade. Sítio de eleição do chamado bicho-grilo (tradução: freak/hippie em brasileiro)




Divisão de estados: Km zero.











Este dia foi bestial: passeio de lancha para ver as praias da ilha que só eram acessíveis por mar. Mais uma aventura que nunca tinha feito. Apanhámos umas ondinhas bem fixes... fiquei com as costas com nódoas negras, de bater contra o barco. Mas foi fixe! :D
E o comandante Nils era um bacano. E bem giro...




Pessoal, só vos digo isto: a água aqui estava a 28 graus!!!! chiça... eram só menos 6 graus do que estava cá fora. Conseguem imaginar?... havia sítios em que quase mais valia nem entrar dentro de água: ficava-se com calor. :D














O meu primo fez imensos amigos destes. Tantos que, quando passávamos por um cão, a malta já gozava: " E aí, Nuno... num vai nem pegar no colo?!"





Parece de propósito, com o copo a dizer caipirinha virado para cá e tal... mas foi mesmo fortuito. :)






E aqui estava eu... nos últimos dias de Dezembro... de calções! :D
E a ver decorações de Natal por todo o lado... isso sim, foi estranho.









Numa tarde em que não me ocorreu mais nada para fazer recuperei um hábito antigo que tinha em criança: fazer bonecas com flores.





Nojinho, nojinho, nojinho... aos amiguinhos... :D











Lá a tradição é passar o ano novo vestido de branco. Claaaro, para mim é uma tradição que vem mesmo a calhar! :D  Não fosse essa a minha cor preferida...





E quero apenas acrescentar que passei a meia noite na praia, com os pés dentro de água. :p



Foi uma aventura e pêras... é mais uma daquelas coisas que vão ficar comigo. Há algumas que não podemos levar. Mas outras... transformam-nos. :)


Um grande bem haja a todo/as, amanhã volto cá!