sexta-feira, 11 de dezembro de 2009

Sagrado Coração

Esta peça foi feita para mim e faz parte da minha colecção pessoal. No entanto achei boa ideia mostrar-vos, pois gosto bastante dela e acho que foi bem conseguida e, para quem pedir uma igual, posso fazer por encomenda.
Tinha comprado estas peças e andava a pensar o que havia de fazer com elas. Estive cerca de uma hora e meia, acreditem ou não, de alicate na mão, pôe conta, tira conta, pôe pérola, tira corrente, experimenta agora com a chave... esta parte do processo criativo é aquilo que mais me agrada... aquela altura em que uma peça pode tornar-se uma coisa completamente diferente apenas por trocar ou adicionar um certo elemento. :)
E então acabei por ter um rasgo quando, ao trocar contas e pérolas, usei as minhas contas de vidro favoritas, as gotas e acabei por juntar duas vermelhas, suspensas por duas finas correntes. Não era nada aquela a ideia inicial, mas adorei o resultado!!! Pareceu-me de uma imensidão poética ter o coração a sangrar, com uma pequena chave, que pode ter tantos significados e interpretações... um coração fechado e condenado à solidão, um coração que sofre e que sangra em silêncio...
Enfim, o meu passarinho achou a ideia toda um bocado gótica e tal mas, que posso eu dizer? O pedacinho de gótica dentro de mim saiu nesta altura e fez-me real nesta peça.:)
Mesmo assim, acho mais romântico do que gótico, prontos!
Bom fim de semana para todos!
***************

4 comentários:

Anónimo disse...

E os góticos continuam a adotar uma estética teatral e obscura para representar seu verdadeiro sentimento, um apego ao nada, uma falta de esperanças, algo do tipo "cansei, sabe?", por vezes uma depressão ou melancolia, um descaso, um luto pela situação da humanidade, ouvir suas músicas com temáticas hedonistas, decadentistas, niilistas, ligadas sempre às suas raízes já citadas e dançar em casas nocturnas ao som de EBM e Darkwave. Ou então quietinhos em casa ouvindo bandas como Bauhaus, Joy Division, Specimen, The Cure, Siouxsie and the Banshees, Clan of Xymox, The Frozen Autumn e lêem algo de Jean-Paul Sartre, Nietzsche, Oscar Wilde, William Blake, Baudelaire e coisas mais comerciais como Anne Rice. Acima de tudo, convém lembrar que, para a grande maioria dos integrantes, o movimento gótico é fundamentalmente um gosto musical e uma maneira específica de se vestir. Não há envolvimentos intelectuais e filósoficos mais aprofundados. E essa cultura não têm nada a ver com beber sangue de seus amigos. góticos não são depressivos, não se referem à subcultura como Goticismo, não usam somente preto e se frequentam cemitérios é pela temática do mistério de morte e vida, pelo apreço à arte também. Mais realistas do que se pensa, ser gótico hoje em dia representa também repugnar todo o estereotipo negativo criado em torno de sua figura. E com todo o seu sarcasmo, rir e continuar a dançar.

Ana Encarnação disse...

Pois é... tudo isso que disseste é verdade! Tanto mais compreendo pois, como disse, o pedacinho em mim que é assim faz com que o perceba. :)

Somos muitas coisas.

Eu então, acho que sou o mais eclético que pode haver, tanto no aspecto visual como no sentir , no pensar e no fazer. Detesto rótulos. Raramente os uso. São tão redutores! Talvez seja por isso mesmo que sou tão (a)variada... talvez esteja a tentar fugir ao catalogamento.;)

E vivam os góticos! E as princesas! E os freaks! E os betos! E os românticos! E os narcisistas! E os bipolares! E os neuróticos! E os patetas! E os tudo e o nada!!!!

VIVAM TODOS ELES!

E cada um de nós, cada ser humano, encerra todo um Universo dentro de si... que grande, não é?

O Sonho d@ Bubulet@ disse...

Eu sou mais rápida.
ADOROOOOOOOOOOOOOOOOOOO!
Basta ser teu!

Hapi disse...

hello... hapi blogging... have a nice day! just visiting here....